extra e intra
nenhuma janela
nenhuma estrela
nenhum espelho
a música que há
não chega aos ouvidos
o tempo não sai do lugar
nada há que antecipe
a pronúncia sonora
e bastante
do teu indispensável olhar
(Partido, 1997)
quarta-feira, 23 de maio de 2018
sábado, 17 de dezembro de 2016
À casa do Ferreira
Com os dias tão velozes
muito mais do que as noites
não tenho notado se aqui dentro
as peras apodrecem sobre a mesa
nem se lá fora
o açúcar madura no canavial.
Passar dentro do tempo
e não sentir
ver mil signos por segundo
e não se traduzir
talvez seja pior do que desejar
que o poema prometa
e ele não cumprir.
muito mais do que as noites
não tenho notado se aqui dentro
as peras apodrecem sobre a mesa
nem se lá fora
o açúcar madura no canavial.
Passar dentro do tempo
e não sentir
ver mil signos por segundo
e não se traduzir
talvez seja pior do que desejar
que o poema prometa
e ele não cumprir.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
AO CABRAL, SEM PLUMAS
Não ter nome ou se chamar Severino
que diferença faz.
Na pia e para o resto da vida
a pedra no sapato
é o sono de não poder acordar
da fome
e do destino de ser mineral.
Não ter o verso bem feito
é o de menos.
Incomodam as verdades que perduram
os erros repetidos
a reiteração da morte em vida.
(Sete Dias)
Não ter nome ou se chamar Severino
que diferença faz.
Na pia e para o resto da vida
a pedra no sapato
é o sono de não poder acordar
da fome
e do destino de ser mineral.
Não ter o verso bem feito
é o de menos.
Incomodam as verdades que perduram
os erros repetidos
a reiteração da morte em vida.
(Sete Dias)
sábado, 24 de setembro de 2016
SALVE, PATRÍCIO!
(dedicado ao poeta Carlos Nejar)
Somos poucos,
(o que não é lisonja, é lástima)
caro Nejar.
Sem perder de vista
o arado que rasga
o mapa dos ventos
sinto que as sementes
deixam de brotar
no inventário das almas.
Reveja o testamento e os contratos.
E se ainda há pouso
na casa dos arreios.
Se houver,
talvez eu apeie
dos nervos e do cansaço
de tantos anseios.
(Sete Dias, 2007)
Somos poucos,
(o que não é lisonja, é lástima)
caro Nejar.
Sem perder de vista
o arado que rasga
o mapa dos ventos
sinto que as sementes
deixam de brotar
no inventário das almas.
Reveja o testamento e os contratos.
E se ainda há pouso
na casa dos arreios.
Se houver,
talvez eu apeie
dos nervos e do cansaço
de tantos anseios.
(Sete Dias, 2007)
domingo, 28 de agosto de 2016
domingo, 14 de setembro de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
DEPOIS DE UM LONGO RECESSO, VOU RETOMAR AS POSTAGENS.
COMEÇO COM UM POEMA DO ÚLTIMO LIVRO, DOCE DE FORMIGA (INFANTIL):
Parece a pedra do Drummond
No meio do caminho tinha uma pedra
e daí
eu tropecei
e caí.
Tinha uma pedra no meio do caminho
e eu andando distraidinho...
Ai! Que foi que eu fiz?
Tem sangue no meu nariz...
No meio do caminho uma pedra tinha
_ Socorro, mamãezinha,
me cuida senão eu morro!
_Foi só um arranhão
lava com água e sabão!
No caminho do tinha pedra uma meio
acho que o susto é foi feio...
COMEÇO COM UM POEMA DO ÚLTIMO LIVRO, DOCE DE FORMIGA (INFANTIL):
Parece a pedra do Drummond
No meio do caminho tinha uma pedra
e daí
eu tropecei
e caí.
Tinha uma pedra no meio do caminho
e eu andando distraidinho...
Ai! Que foi que eu fiz?
Tem sangue no meu nariz...
No meio do caminho uma pedra tinha
_ Socorro, mamãezinha,
me cuida senão eu morro!
_Foi só um arranhão
lava com água e sabão!
No caminho do tinha pedra uma meio
acho que o susto é foi feio...
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