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sábado, 22 de maio de 2010

Sobriedade


Bebo
um gole atrás do outro
do rio que passa manso e convicto
no teu olhar.
Conheço um pouco de peixes
um pouco de algas
um pouco de seixos.
Bebo mais
e o mundo cresce
nas tuas retinas.
Antes de me embriagar
completamente
tateio o amor capturado
nas margens
do que me exaure e me fascina.

Um comentário:

  1. Tatear o amor capturado nas margens... Que lindo!!
    O amor deve ser assim mesmo, bebido aos goles, no gargalo, para que escorra, deslise suas faces noutras faces e retorne...ainda mais amor.
    Abraço e parabéns pelo belíssimo texto.

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