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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Infância

Da parede da sala
os olhos saltam
para um dia de chuva qualquer
em que a rua virava festa de última hora
e estar sob o céu em cachoeira
era uma liberdade sem precedentes.

Depois vinha o jogo da fita
o esconce-esconde
a queimada
e correr pelo mundo
era pegar a sorte pelos cabelos.

Um barulho qualquer
provoca a viagem de volta
e os olhos
(trazendo um pouco de água)
deixam a foto na parede
 e saem da sala.

A infância é aquela saudade
que, quando a gente visita,
sente cheiro de café passado
e um aperto no coração.

(Poema para Beth Figueiredo de Sá - publicado no livro "De criança a aluno"- EdUFMT)

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